Mês do Orgulho LGBTQIA+: entenda o que significa cada letra da sigla

Tempo de Leitura: 3 minutos

30 anos atrás, em 1990, a sigla utilizada para se referir à população LGBTQIA+ era GLS: gays, lésbicas e simpatizantes. Esse termo era excludente e não abarcava todas as pessoas que não se enquadram nos padrões sociais de orientação sexual, identidade e expressão de gênero. Desde então, mudanças foram acontecendo para garantir mais inclusão e visibilidade. Hoje, a sigla mais utilizada para se referir à comunidade é LGBTQIA+ e, pensando em celebrar o Mês do Orgulho LGBTQIA+ com diversidade e conhecimento, trouxemos aqui o significado de cada termo.

 

L, G e B: Lésbicas, Gays e Bissexuais

As três primeiras siglas dizem respeito à orientação sexual, ou seja, com quem você se relaciona e se sente atraído. O L refere-se às lésbicas, mulheres que se relacionam com outras mulheres (cis ou trans), O G aos gays, homens que se relacionam com outros homens (também cis ou trans) e o B aos bissexuais, que se relacionam com mulheres e homens, mas não necessariamente presos no conceito de binariedade.

T: Travestis, Transexuais e Transgêneros

A letra T e refere à identidade de gênero, abrangendo as travestis, transexuais e transgêneros, ou seja, pessoas que não se identificam com o os padrões de gênero estabelecidos socialmente na hora do seu nascimento (seja masculino ou feminino). É importante ressaltar que gênero é diferente de orientação sexual; assim, uma mulher trans pode ser também lésbica, como um homem trans pode ser gay.

Além disso, as nomenclaturas, apesar de terem significados semelhantes, têm sentidos diferentes: o termo travesti vem sendo utilizado por mulheres trans que escolhem ser chamadas assim por motivos políticos, visto que o termo carrega a força, luta e resistência que as travestis vêm construindo historicamente. Muitas vezes utilizado como forma de ofensa, a comunidade têm ressignificado essa palavra.

Q: Queer

O termo queer, também utilizado antigamente como uma forma de ofensa à população LGBTQIA+, foi ressignificado pela comunidade e hoje serve para se referir às pessoas que continuamente questionam os padrões de hetenormatividade e cisgeneridade. Muitos homens que performam drag queens, (se vestem e se comportam performando feminilidade com objetivos artísticos) por exemplo, se identificam com o termo.

I: Intersexuais

o termo I foi adotado para descrever as pessoas intersexuais, que nasceram com um padrão de cromossomos diferente às definições típicas de masculino e feminino. O termo substitui também a expressão “hermafrodita”, utilizada antigamente, muitas vezes de forma discriminatória, para designar pessoas que nascem com órgãos reprodutores femininos e masculinos.

A: Assexuais

Se refere às pessoas assexuais, aquelas que não sentem atração sexual (seja totalmente ou parcialmente) por outras. É importante lembrar que isso não quer dizer que pessoas assexuais não podem ter relacionamentos.

+: outras identidades de gênero e orientações sexuais

O + serve para se referir às outras pessoas que também questionam os padrões hétero e cis normativos, como os pansexuais, indivíduos que se relacionam com pessoas independente da orientação sexual, identidade ou expressão de gênero.

O importante é saber que a sigla está em constante mudança, sempre em busca de inclusão e visibilidade. A comunidade LGBTQIA+ vem se empenhando em ampliar as visões de sexualidade e gênero, indo além de padrões e normas estabelecidas na sociedade, lutando por um mundo com menos preconceito e mais diversidade.

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